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 Vai a noite desesperada Vergonhosa de seu sono E surge a aurora ousada Despertando de seu sonho
A lua, então, ficou arrebatada A surpresa a superou Nobre canto que suave Deu-lhe brilho. Antigo amor.
O tempo agora reconhce É vivo o seu poder Só ele enternece Dando-te prazer
Rubrou o sol Vermelho em cor Brilhando mais que todas as estrelas Ressurgiu o amor
Enternece-te Olha além dessa torre O barco quer ir embora Não fique torpe
Anda!Apressa-te! Desce desse lugar O dia é claro Mas pode apagar
Os urros ecoam por todo lugar O amor soluça num só lugar Esquecido num só lugar Dentro de ti reclama: amar! amar! amar!
Não sofre Não deixa sofrer O tempo envelhece E teima em morrer
Canta, então, nova canção Não há voz tão bela Quanto a do teu coração
Ouve esta voz que não teme o embaraço Ouve o que pode ser Há um laço Não vai se desfazer
Não esqueça esse arpoador Senão parte o barco Que por tantos mares navegou
Não deixa a noite voltar O dia está lindo Rutilando em teus cabelos A poesia de um menino
Escrito por Kalil Werner às 15h02
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