Pensamento Marginal
  Nada como o agora

 

 


Posso pensar em muitas coisas ao mesmo tempo. Acerca dos meus planos, do meu querer; sobre minha paz e também sobre tudo o que pode me proporcionar o prazer. É engraçado saber que o meu pensamento me leva a fazer coisas incríveis quando é exteriorizado por minha vontade e ação. Mais incrível, porém, é ver que na fraqueza eles (os pensamentos) também se sobressaem e se transformam em ação.

 

O dia-a-dia, então, é uma prova, um certame. Naquilo que me entendo ser realizo, invento, crio, aponto para o que ainda não se vê, entretanto o futuro é mais incerto do que tudo! E o agora é o quê?

 

A beleza de existir se confronta com a desilusão da fraqueza, meu Deus! - Quem agüenta? - Daí o instante, o agora, ser tão confuso. Confunde o ser. Porque pergunto qual a razão de ser: ser alto em meus pensamentos (um fantasioso ou visionário), ser realista e perder-me nesse fosso do mundo, ser o mais fraco e esperar que minha fraqueza seja completada por alguém?

 

Nada como o agora, o confuso agora, que embaralha meus pensamentos e minhas palavras. Nada como o agora que me faz perder e ganhar.

 

 

Pensar... Pensar... Pensar...

 




Escrito por Kalil Werner às 01h26
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  Uma onda de calor


         Nada que eu queira me traria mais alegria do que uma onda de calor. Gostaria que ela fosse inesquecível e viesse quando não esperasse. Far-me-ia um favor se derretesse meu gelo e meu ódio, se quando não esperasse me preparasse para uma vida diferente. Sinto os ares da mudança, uma nova fase tal qual a vinda de uma nova maré. O que não sinto e não sei é em quê isso tudo vai dar.

         Sinto que está perto e que a meteorologia não poderá identificar sua chegada, pois ela é mansa. Virá como vem um sonho bom que não acorda.

         Uma onda de calor hoje em dia é difícil, sei disso. Ninguém sai de cima do seu gelo, não querem que se derreta. Atrasam essa chegada há muito tempo. Aí é onde entra minha necessidade, pois já estou cansado desse gelo que impede o desenvolvimento da vida, da minha vida. Uma tela que não deixa que eu veja a verdade, uma névoa.

         Uma onda de calor... Forjando uma nova etapa... Esmerando minha alegria... Dedicando-se a não deixar que o tempo engula o que ainda não vivi e que preciso viver. Não quero saber quando; far-me-ia um favor se derretesse meu gelo e meu ódio e rompesse minha surdez.

 


 



Escrito por Kalil Werner às 01h07
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