A miserável história de mim

Um simples “?” já poderia dizer tudo ou, pelo menos, muito.
Vou tentar conviver comigo esses dias que demoram feito dias de sombra. Vou tentar esquecer um pouco que meus pensamentos me apavoram. Vou tentar conviver mais um dia dentro de mim.
Vou tentar não contar as horas e abraçar o tempo como se fosse meu amigo. Vou tentar ser aquilo que sou. Vou tentar que a miséria do meu ser experimente a vida sem obstáculos. Vou tentar ser livre.
Vou viver feliz, sem reclamar, assim, tentando achar a fórmula do ‘ser - agora’. Poderia a minha miséria ser minha grande riqueza?
Vou tentar como sempre tentei. Mas o agora me pertence, porque dele sei extrair riquezas.
Escrito por Kalil Werner às 01h28
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