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Numa maré constante eu tenho estado. Numa descoberta importante para mim onde não podem ser esgotadas as possibilidades de uma vida excelente. Talvez seja uma constância psicológica ( é até meio estranho estar falando de constância) ou uma linguagem diferente que eu esteja aprendendo a interpretar no meu interior. Um sentido todo novo de observar o mundo e a mim mesmo, mas, claro, a realidade, os pés no chão, ainda me assistem. Muito bem assistido, por assim dizer.
No entanto, a preocupação de não me tornar um hipócrita continua, pois isso é muito fácil e tentador. Esse meu estado de maré constante vai durar pouco. Prefiro minha vida mais agitada e com escolhas difíceis, com possibilidades de uma vida excelente.
Cabeça fria. Ainda está por vir a série que esse mar agitado escondeu.
Escrito por Kalil Werner às 19h28
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